Inteligência Emocional

A Inteligência Emocional compreende habilidades ou competências relacionadas com a compreensão de si próprio e dos outros.
A Inteligência Emocional compreende habilidades ou competências relacionadas com a compreensão de si próprio e dos outros.

Inteligência Emocional

A inteligência emocional representa a capacidade de perceber, avaliar e expressar emoção com precisão e adaptação; a habilidade de compreender emoção e conhecimento emocional; a capacidade de acessar e/ou gerar sentimentos quando facilitam as atividades cognitivas e a ação adaptativa; e a capacidade de regular as emoções em si mesmo e nos outros. Em outras palavras, inteligência emocional refere-se à capacidade de processar carregados de informações emocionais com competência e usa-las para orientar atividades cognitivas, como resolução de problemas e concentrando a energia nos comportamentos necessários.  O termo sugere que poderia haver outras maneiras de ser inteligente do que aquelas enfatizadas por testes de QI padrão, que alguém pode ser capaz de desenvolver essas habilidades, e que uma inteligência pode ser um importante preditor de sucesso nas relações pessoais, no funcionamento familiar e no local de trabalho. O termo é aquele que infunde esperança e sugere promessa, pelo menos como em comparação com as noções tradicionais de inteligência cristalizada (SALOVEY; MAYER, 1990; SALOVEY; MAYER; CARUSO, 2002; CAMPOS; MARTINS, 2012 cita SARTOR 2020).

Assim sendo, emoções começam a ser diferenciadas da conceituação relacionada ao humor, na qual, as emoções são mais curtas e de manifestação mais intensa. Já a resposta organizada das emoções, como adaptativa e como algo que pode potencialmente levar a uma transformação da interação pessoal e social em uma experiência enriquecedora, passa a ser difundida, correlacionando essa função positiva com a inteligência. A teoria de inteligência emocional de Salovey e Mayer surgiu com base em duas teorias: a da inteligência social  (THORNDIKE, 1920) e a das múltiplas inteligências, baseada nos escritos de Gardner  (1983)  (THORNDIKE, 1920; GARDNER, 1983; SALOVEY; MAYER, 1990; OLIVEIRA, 2015 cita SARTOR 2020).

Inteligência Social

A Inteligência Social foi inicialmente compreendida por Thorndike (1920), e abarca a capacidade de entender homens e mulheres, meninos e meninas, agindo sabiamente nas relações humanas, como um potencial de gerenciar pessoas. Essas habilidades sociais e/ou intelectuais também podem ser direcionadas internamente, portanto, a inteligência social inclui a capacidade de entender e gerenciar a si mesmo. Thorndike (1920) foi quem originalmente distinguiu a inteligência social de outras formas de inteligência e a definiu como a capacidade de perceber estados, motivos e comportamentos internos próprios e de outras pessoas, e de agir de maneira otimizada em relação a eles com base nessas informações. Esses primeiros estudos se concentraram em descrever, definir e avaliar comportamentos socialmente competentes (THORNDIKE, 1920; SALOVEY; MAYER, 1990; BAR­ON, 2006; OLIVEIRA, 2015 cita SARTOR 2020).

Múltiplas Inteligências

Gardner publicou em 1983 o livro Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences iniciando a discussão sobre a teoria das múltiplas inteligências. O autor e psicólogo americano descreve que a inteligência emocional também faz parte da inteligência social, à qual ele se refere como as inteligências pessoais.  Gardner (1983) explica que sua conceituação de inteligências pessoais se baseia na inteligência intrapessoal (emocional) e na inteligência interpessoal (social).  A inteligência interpessoal envolve, entre outras coisas, a capacidade de monitorar o humor e o temperamento de outras pessoas e alistar esse conhecimento a serviço de prever seu comportamento futuro. Isto posto, compreende-se que um aspecto da inteligência pessoal está relacionado aos sentimentos e  está  bem  próximo  do  que chamamos  de  inteligência  emocional.  Como foi o caso da inteligência social, a inteligência emocional é um subconjunto das inteligências pessoais.  No entanto, a inteligência emocional não inclui o senso geral de si e a avaliação dos outros. Concentra-se, antes, nos processos de reconhecimento e uso dos próprios estados emocionais e dos outros para resolver problemas  e  regular  o  comportamento (GARDNER, 1983 cita SARTOR 2020).

Inteligência Intrapessoal e a Inteligência Interpessoal

A inteligência emocional inclui duas grandes capacidades do ser humano: a Inteligência Intrapessoal e a Inteligência Interpessoal. A primeira é definida como a capacidade de uma pessoa se conhecer, ter autocontrole, autoestima, autodisciplina e amor próprio, inclui também conceitos básicos, como motivação acadêmica, autoconceito, autoestima e autonomia.  É definida como a capacidade de uma pessoa de discernir e responder aos humores, sentimentos e emoções do outro; tem a ver com empatia, interação e habilidades sociais. Empatia é a capacidade de sentir o que o outro sente, de “se colocar no lugar do outro”; sentir seu medo, sua raiva; sensibilizar-se para o que acontece com o outro (ARIZA­HERNÁNDEZ, 2017 cita SARTOR 2020).

A Inteligência Interpessoal envolve a capacidade de compreender os sentimentos, emoções, motivações e comportamentos dos outros. Por outro lado, os afetos nas relações interpessoais são os sentimentos, emoções ou paixões que uma pessoa sente por algo ou alguém; emoções como depressão, culpa, tédio; expressões de gentileza, tolerância, cuidado, atenção, paciência, escuta. Pesquisas sobre a emoção como facilitadora do conhecimento sintetizam as contribuições dos processos de educação emocional para professores realizados na Espanha, mostram algumas das atividades em que os professores participam para fortalecer essa área e melhorar seu desempenho e relacionamento com os alunos (GONZÁLEZ; ARANDA; BERROCAL, 2010; ARIZA­HERNÁNDEZ, 2017 cita SARTOR 2020).

Testes para mensuração da Inteligência Emocional

Na última década, houve a proliferação de modelos e medidas de Inteligência Emocional­Social,  principalmente,  para  avaliações  organizacionais.  Esses modelos fornecem uma série de abordagens diferentes para a aplicação da Inteligência Emocional­Social  em  organizações  e  instituições.  Entretanto, também levou a questões relativas à natureza e aos limites do construto e qual abordagem oferece mais utilidade ao ser aplicada no local de trabalho, na escolar e/ou outros ambientes. Variáveis que vão desde habilidades e competências emocionais até as chamadas capacidades e habilidades não cognitivas, foram alocadas sob a bandeira da Inteligência Emocional (CARUSO, 2003; PALMER; 2007; OLIVEIRA, 2015 cita SARTOR 2020). Além disso, várias abordagens diferentes de avaliação foram desenvolvidas, desde avaliações baseadas no desempenho até avaliações do tipo autorrelato e autoavaliação ou 360 graus, conforme descritas abaixo:

1. Medidas de Inteligência  Emocional­Social  baseadas  no  desempenho: Medidas  baseadas  no  desempenho ou  aptidão,  como  testes  de  inteligência  (QI), compreendem uma  série de questões para as quais há  cada  vez menos  respostas corretas.  Essas medidas têm o objetivo de indexar diferenças individuais nas habilidades emocionais reais das pessoas (MAYER; CARUSO; SALOVEY, 2002 cita SARTOR 2020) ou conhecimento emocional.

2.  Medidas de traço de autorrelato ou autoavaliação de Inteligência Emocional­Social: Como  as  medidas  de  personalidade,  as  medidas  de  traços  de autorrelato ou  autoavaliação de  Inteligência  Emocional­Social compreendem  uma série  de  afirmações  relativas  às  preferências  comportamentais  (por  exemplo,  “É bastante fácil para mim expressar meus sentimentos”) e estilos  (por exemplo,  “Sou sensível aos sentimentos dos outros”). Os entrevistados geralmente respondem em escalas de avaliação ancoradas (por exemplo, a escala Likert de 1 a 5 pontos), onde uma resposta de 1  pode  indicar  que  a  afirmação  é  “muito  raramente  ou  não  é verdadeira para mim” e uma  resposta de 5 pode indicar que a afirmação é  “muitas vezes verdadeira sobre mim ou verdadeiro sobre mim”. Essas medidas do índice de Inteligência  Emocional­Social demonstram diferenças  individuais  nas  preferências comportamentais  das pessoas  e  estilos  relacionados  às  emoções.  Essas medidas também podem fornecer informações sobre as diferenças individuais na autoeficácia emocional  (por  exemplo,  autoconfiança  ao  expressar  como  se  sente),  que,  assim como o conceito mais amplo de autoeficácia, pode ser uma característica importante do bem­estar psicológico (ZIMMERMAN; BANDURA; MARTINEZ­PONS, 1992 cita SARTOR 2020).

3.  Medidas Comportamentais de Inteligência Emocional­Social: Essas medidas  geralmente  incluem  uma  série  de  declarações  relacionadas  a comportamentos  emocionalmente  inteligentes  (por  exemplo,  “Demonstra  uma compreensão  dos  sentimentos  dos  outros”).  Os entrevistados normalmente respondem em escalas de avaliação ancoradas, no entanto, as escalas de resposta se relacionam com a frequência com que o comportamento é exibido (por exemplo, 1 = quase nunca e 5 = quase sempre). Como as avaliações de competência ou capacidade de 360 graus, essas medidas de Inteligência Emocional­Social indexam diferenças individuais na frequência com que as pessoas exibem um comportamento emocionalmente  inteligente.  Os  autores  de  tais  avaliações  argumentam  que  a frequência  com  que  os  indivíduos  exibem  comportamentos  emocionalmente inteligentes  é  uma  manifestação  de  sua  real  Inteligência  Emocional (BOYATZIS; GOLEMAN; RHEE, 2000 cita SARTOR 2020).

Para ajudar os profissionais na área de saúde e educação, a Neuropsicopedagoga Clínica e Mestre em Educação Renata Bringel, ministra o curso Online Testes de Rastreio para Autismo (TEA) e Atrasos no Desenvolvimento Infantil entre outros. Os cursos online realizados pela Professora Renata estão disponibilizados no site www.renatabringel.com.br

Referências:

SARTOR, Gisela Aparecida. A inteligência emocional no processo de ensino-aprendizagem. 2020.

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